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Como organizar sua pasta de provas mês a mês

Você abriu o Mercado Livre, encontrou mais uma réplica do seu produto e pensou: «preciso guardar isso». Tirou um print, talvez mandou para o WhatsApp, e pronto – até a próxima vez. O problema não é a falta de vontade. É que sem uma estrutura, cada prova fica num lugar diferente, e quando chega a hora de denunciar, você perde tempo procurando o que já tinha.

Para organizar sua pasta de provas mês a mês, você precisa de uma estrutura de pastas fixa, um critério claro de nomenclatura para arquivos e um ritual mensal de 20 a 30 minutos para fechar o ciclo. Cada anúncio suspeito vira uma subpasta com captura de tela, URL, ID do vendedor e data. Assim, quando for apresentar uma denúncia no Mercado Livre, tudo está em ordem sem precisar gastar horas procurando.

Este guia mostra o passo a passo exato, com o erro mais comum em cada etapa. Siga a sequência e você termina o mês com uma pasta de provas que qualquer pessoa consegue entender – inclusive um advogado, se precisar ir mais longe.

O que você precisa antes de começar

Antes de montar qualquer estrutura, vale entender o que uma boa prova realmente precisa ter. O Mercado Livre – e, se necessário, um advogado aliado – vai precisar de quatro informações básicas para cada anúncio suspeito:

Sem um desses quatro itens, a prova fica incompleta. O erro mais comum aqui é tirar o print mas não salvar a URL – parece óbvio, mas acontece sempre.

Você também precisa decidir onde vai guardar tudo isso. As opções mais práticas são Google Drive, OneDrive ou uma pasta local com backup automático. O importante é que funcione em qualquer dispositivo e que outra pessoa consiga abrir sem pedir senha.

Por fim, defina o nome da sua marca exatamente como ela aparece registrada – ou como você a usa comercialmente. Esse nome vai servir de raiz para toda a estrutura de pastas.

Se você ainda não conhece como funciona o programa de proteção de propriedade intelectual do Mercado Livre, vale dar uma lida antes: tudo sobre provas de falsificação no Mercado Livre.

Passo a passo para organizar sua pasta de provas

A estrutura abaixo foi pensada para quem monitora o Mercado Livre mês a mês. Você não precisa de ferramentas pagas para seguir esses passos – basta um computador e um lugar para salvar os arquivos.

  1. Crie a estrutura de pastas raiz

    Crie uma pasta principal com o nome da sua marca. Dentro dela, crie uma subpasta para cada ano: 2025, 2026. Dentro de cada ano, uma subpasta por mês no formato AAAA-MM – por exemplo, 2026-04 para abril de 2026. Esse formato garante que as pastas apareçam em ordem cronológica em qualquer sistema.

    Erro comum: usar nomes como «Abril» ou «Abril_2026» sem o ano como prefixo. Quando chegar dezembro e você precisar comparar com o mesmo mês do ano anterior, vai ter trabalho para ordenar.

  2. Dentro de cada mês, crie uma subpasta por anúncio suspeito

    Cada anúncio que você quer documentar ganha sua própria subpasta. Use o formato AAAA-MM-DD_ID-do-anuncio – por exemplo, 2026-04-03_MLB1234567890. O ID do anúncio aparece na URL do Mercado Livre logo depois de /p/ ou no final do endereço.

    Erro comum: colocar vários anúncios em uma mesma pasta porque «são do mesmo vendedor». Se o vendedor tiver três anúncios diferentes, cada um precisa da sua subpasta. Na hora de denunciar, você envia uma denúncia por publicação – não uma por vendedor.

  3. Capture a tela com data visível e salve a URL

    Abra o anúncio suspeito. Antes de tirar o print, verifique se o relógio do sistema está visível na captura – no Mac ele fica na barra superior, no Windows na barra inferior. Se não aparecer, anote a data e a hora em um arquivo de texto dentro da mesma pasta.

    Salve a URL completa em um arquivo url.txt dentro da subpasta do anúncio. Copie também o ID do vendedor – clique no nome dele dentro do anúncio e copie a URL do perfil.

    Erro comum: tirar o print do anúncio, mas esquecer de capturar a seção de avaliações do vendedor e as fotos do produto. Essas imagens provam que o vendedor usa as suas fotos, e desaparecem se ele editar o anúncio.

  4. Documente o preço e o histórico de vendas

    Anote o preço anunciado no momento da captura. Se o anúncio mostrar quantas unidades foram vendidas, capture essa informação também. Isso ajuda a dimensionar o problema e pode ser relevante em casos mais sérios.

    Erro comum: ignorar o preço porque «é óbvio que é mais barato». A diferença de preço entre o produto legítimo e a réplica é um dado concreto que fortalece qualquer denúncia.

  5. Salve tudo com nomenclatura consistente

    Dentro de cada subpasta de anúncio, use sempre os mesmos nomes de arquivo: print_01.png, print_02.png, url.txt, notas.txt. Se tiver mais de uma captura – por exemplo, a página do produto e o perfil do vendedor – numere na ordem em que foram tiradas.

    Erro comum: deixar o nome padrão que o sistema dá para a captura, tipo Screenshot 2026-04-03 at 14.23.51.png. Não está errado, mas quando você tiver dezenas de arquivos, vai gastar tempo procurando.

  6. Feche o mês com um arquivo de resumo

    No último dia de cada mês, crie um arquivo resumo.txt dentro da pasta do mês. Anote quantos anúncios suspeitos você encontrou, quais já foram denunciados, qual foi o resultado e quais ainda estão abertos. Quatro linhas bastam.

    Erro comum: pular o resumo porque «vou lembrar». Você não vai lembrar. Três meses depois, você não vai saber se aquele anúncio já foi denunciado ou só documentado.

Organizar provas manualmente funciona, mas toma tempo toda semana. O CazaFalsos automatiza a captura: cada anúncio suspeito ganha um registro com hash SHA-256, sello de tempo e os dados do vendedor – tudo dentro do seu navegador, sem enviar nada para servidores externos. O plano Gratis não pede cartão.

Veja como o CazaFalsos funciona para marcas próprias e private label no Brasil.

Quanto tempo isso leva de verdade?

A dúvida mais comum é essa: «vou ter que passar horas organizando arquivos todo mês?». Não necessariamente.

O tempo depende de dois fatores: quantos anúncios suspeitos você encontra e se você faz o processo ao longo do mês ou deixa tudo para o final. Quem documenta no momento em que encontra o anúncio gasta muito menos tempo do que quem tenta reconstruir tudo depois.

Uma boa prática é reservar 15 minutos toda semana para revisar o que foi capturado. No fechamento do mês, o resumo leva mais 10 a 15 minutos. Esse é o custo real do processo manual.

Se o volume de anúncios suspeitos crescer – e isso acontece quando a marca ganha visibilidade – o processo manual começa a pesar. Nesse ponto, faz sentido olhar para uma ferramenta que automatize a captura e a organização.

¿Como automatizar a organização das provas?

Fazer o processo manual é válido, especialmente no início. Mas existe um ponto em que o tempo que você gasta organizando provas supera o tempo que você teria gasto vendendo.

O CazaFalsos foi construído para esse momento. Quando você instala a extensão e escaneia o Mercado Livre, cada anúncio suspeito recebe automaticamente uma captura com sello de tempo e hash SHA-256 – o que garante que a prova não pode ser adulterada depois. O ID do vendedor, a URL e o preço ficam registrados junto com a imagem.

Você não precisa criar pastas manualmente, nomear arquivos nem copiar URLs. O registro fica organizado por data, por marca e por status da denúncia.

Para marcas que têm réplicas espalhadas por vários anúncios no Mercado Livre, essa diferença é significativa. Para quem ainda está começando e tem poucos casos por mês, o processo manual descrito neste guia funciona bem.

Se quiser testar como fica a organização automática, instale a extensão e faça um escaneamento da sua marca. O plano Gratis cobre até 50 escaneamentos por mês – suficiente para ver se o processo faz sentido para o seu volume.

Instale o CazaFalsos e veja quantos anúncios suspeitos da sua marca aparecem hoje no Mercado Livre.

Duas crenças que travam quem quer denunciar

Antes de falar sobre o que fazer com as provas depois de organizadas, vale desmontar duas ideias que aparecem com frequência – e que levam marcas a não agir.

«Sem marca registrada, não posso fazer nada.» Não é exatamente assim. O programa de proteção de propriedade intelectual do Mercado Livre exige comprovação de titularidade – e o caminho mais sólido é ter a marca registrada no INPI. Mas a ausência de registro não significa que você não tem nenhuma proteção. Em alguns casos, evidências de uso anterior, faturas, catálogos datados e fotos com metadados podem ajudar. O que você pode fazer sem registro é diferente do que pode fazer com ele – mas «não posso fazer nada» quase nunca é a resposta certa. Um advogado aliado no Brasil consegue mapear as opções para o seu caso específico.

«Denunciar não adianta porque o vendedor republicar o anúncio.» Isso acontece. O Mercado Livre reconhece isso e permite que o mesmo anúncio – ou um novo, do mesmo vendedor – seja denunciado novamente. Uma publicação reativada pode ser denunciada de volta. Além disso, um vendedor com denúncias repetidas acumula restrições progressivas: reputação afetada, limitações e, em casos reiterados, suspensão ou inabilitação para vender. Denunciar uma vez não resolve tudo. Denunciar de forma consistente, com provas bem organizadas, muda o cenário ao longo do tempo.

Se quiser entender o processo completo de preparar provas para levar a um advogado, este guia vai mais fundo: como preparar as provas para um advogado.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva?

Depende do volume de anúncios suspeitos que você encontra e de como você distribui o trabalho ao longo do mês. Quem documenta cada anúncio no momento em que encontra – em vez de deixar acumular – gasta significativamente menos tempo no fechamento do mês. Para um volume pequeno de casos, reservar 15 minutos por semana e mais 10 a 15 minutos no final do mês costuma ser suficiente. Quando o número de réplicas cresce, faz sentido pensar em automatizar a captura com uma ferramenta como o CazaFalsos, que registra cada anúncio com hash SHA-256 e sello de tempo direto no navegador.

Preciso de ferramentas pagas?

Não, para começar. A estrutura de pastas descrita neste guia funciona com qualquer sistema de arquivos – Google Drive, OneDrive ou uma pasta local com backup. O que as ferramentas pagas resolvem é o tempo: em vez de capturar, nomear e organizar manualmente, você tem tudo registrado automaticamente com os dados que uma denúncia precisa. O plano Gratis do CazaFalsos cobre 50 escaneamentos por mês sem pedir cartão, o que permite testar se a automação faz sentido para o seu volume antes de decidir qualquer coisa.

Funciona se minha marca não está registrada?

A organização das provas funciona independentemente do status da marca. O que muda é o que você pode fazer com essas provas. O programa de proteção de propriedade intelectual do Mercado Livre exige comprovação de titularidade, e o registro no INPI é o caminho mais direto para isso. Sem registro, as opções são mais limitadas dentro da plataforma – mas ter provas bem organizadas continua sendo útil para documentar o histórico, conversar com um advogado aliado no Brasil e entender quais caminhos estão disponíveis para o seu caso. Uma pasta organizada vale antes e depois do registro.

Se você chegou até aqui e quer colocar em prática o que foi descrito, o próximo passo é instalar o CazaFalsos e fazer o primeiro escaneamento da sua marca no Mercado Livre. Depois de instalar, você verá os anúncios suspeitos listados com captura, URL e dados do vendedor – prontos para uma pasta de provas organizada. Não há tarjeta necessária para começar.

Instale o CazaFalsos – o plano Gratis é gratuito e o escaneamento leva alguns minutos.

Por Elena Duarte ·